E aí, Bicho?!

José Lucas Laurindo é estudante de Medicina Veterinária

Nadador britânico enfrenta ‘mar’ de águas-vivas. Veja vídeo

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Estudo afirma que cães têm atitudes parecidas com as de crianças

Correio Braziliense

Colo, comida e carinho figuram na lista dos desejos mais comuns dos cães. E os donos cedem sem poupar mimos. Presenteiam os pets com quitutes, roupinhas e até festas de aniversário. Mas, se os humanos consideram os cães como filhos, de que maneira os cães percebem os humanos? Uma pesquisa realizada pela Universidade de Viena, na Áustria, comprovou o que a maioria das pessoas percebe no dia a dia: os cães agem igual a crianças pequenas diante dos donos.

Dois testes foram aplicados em mais de 40 cachorros. A intenção de Lisa Horn, líder do grupo, era saber como os bichos se comportariam diante do silêncio, da ausência e de incentivos do dono. Para tanto, adaptou o teste de situação estranha de Ainsworth, no qual são analisadas as reações de crianças submetidas a ambientes estranhos com e sem a presença dos pais.

Lisa constatou que os cães, assim como as crianças, sentem insegurança e ansiedade quando estão separados dos cuidadores. No entanto, os animais ficaram mais motivados a brincar e a explorar o ambiente com a presença dos donos, principalmente quando eram encorajados. Para explicar as constatações, Lisa recorreu a conceitos da Teoria do Apego, proposta pelo psiquiatra e psicanalista infantil John Bowlby.
Segundo Bowlby, as crianças não se apegam aos pais apenas porque eles fornecem alimentos, mas também porque o vínculo afetivo garante que elas tenham sucesso nas capacidades cognitivas e emocionais. Mais do que um sentimento, o apego é um instinto que permite que a criança se sinta segura ao lado de alguém que ofereça a ela estabilidade. Para Lisa, o mesmo comportamento é percebido na relação entre os cães e os donos.

“O resultado mais interessante do nosso estudo foi que esse efeito de base segura parece influenciar mais as interações dos cães com o meio do que se pensava anteriormente. Em nosso experimento, todos os animais estavam muito interessados na comida e sabiam que tinham que manipular os brinquedos para obtê-la. No entanto, na ausência do dono, eles não se sentiram seguros o suficiente para realizar essa tarefa. Podemos imaginar que a mesma insegurança também afeta outros aspectos da vida dos cães, assim como a motivação deles para participar de treinamentos”, explica Lisa Horn.

Estratégia adaptativa
Não é à toa que esse comportamento tão parecido com o dos humanos tenha surgido nos cães. Segundo a veterinária Ceres Berger Faraco, diretora do Instituto de Saúde e Psicologia Animal (Inspa), o cão desenvolveu traços comportamentais não evidenciados em outros animais que são funcionalmente análogos aos dos humanos para que pudesse se adaptar a ambientes comuns. “Estamos nos referindo à habilidade de compreender gestos humanos e, assim, se comunicarem conosco.”
Esse mecanismo biológico de vinculação remonta à aproximação dos cães — em especial o chacal — aos ancestrais humanos. Segundo Faraco, esse acontecimento tem uma importância extraordinária, pois foi a primeira vez que um animal (o humano) pôs a seu serviço um outro (o cão) mediante um contrato de benefícios para ambos. Essa parceria envolve formas complexas de comunicação, obediência, ódio e fidelidade que até hoje configuram o relacionamento com essas mascotes.

No entanto, para que esse relacionamento se fortalecesse e o cão fosse incluído no status de animal de estimação, os bichos se submeteram a três condições primordiais, segundo Faraco: a permissão para o livre acesso às residências, o nome individualizado e a não classificação como fonte de alimento. “Nesse sentido, pessoas e cães se apoiaram e estabeleceram relações íntimas perenes e de cumplicidade. Isso se consolida como um suporte social inestimável”, afirma.

Segundo a veterinária, outro fator que influenciou essa relação é a semelhança entre a organização social e o sistema de comunicação de ambas as espécies. O comportamento de apego que os cães têm com os humanos e com outros cachorros é fundamental para as espécies sociais e caracteriza uma relação afetiva de dependência do bebê, ou do filhote, que se manifesta pela necessidade da relação com o outro. “Tanto humanos quanto canídeos vivem em extensos grupos familiares, proveem os filhotes de atenção parental, compartilham cuidados com os mais jovens e outros membros do grupo”, completa.

Para Lisa Horn, o interesse em estudar o comportamento dos cães vem da necessidade de saber como os animais desenvolveram habilidades sociais tão sofisticadas, como se apegar e comunicar com humanos sem ter a capacidade da fala. “Nós também queremos entender qual papel exercido pelo dono, pois isso pode nos ajudar a interagir com os cães e melhorar as condições de vida desses animais”, diz a autora do estudo.

Tratamento tem que ser diferenciado

Apesar de tantas semelhanças com os humanos, o veterinário Flávio Nunes destaca que tratar um cão como bebê ou criança pequena é a pior coisa que um dono pode fazer ao bicho de estimação. Esse tipo de cuidado desencadeia um processo de antropomorfismo no animal. “Quando os tratamos como seres humanos, estamos provocando, direta e indiretamente, alterações psicológicas, emocionais e comportamentais gravíssimas, entre elas ansiedade, medo e ciúme excessivos. O cão deixa de se entender como um cão e toma atitudes extremas pelo simples fato de não saber qual é o seu lugar no núcleo familiar”, esclarece o também especialista em morfofisiologia e comportamento animal.

Nunes ressalta ainda que, como os seres humanos, o cão tem a própria maneira de ser e interagir com o mundo à sua volta, independemente da raça. Boa parte dos traços de personalidade do animal é reflexo da convivência com o dono. Mas há características que pertencem apenas à natureza do bicho. “Normalmente, os pinscheres são extremamente agitados e os labradores calmos e brincalhões. Porém, já vi exatamente o inverso. Em parte, por ser da própria natureza do animal e, em parte, pelo fato de o animal não ser tratado como tal pelos donos”, explica Nunes.

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Mau hálito pode ser sintoma de algo mais sério com a saúde do bichinho de estimação

Correio Braziliense

Muitas vezes, estamos brincando com nossos cães e gatos e sentimos um odor desagradável. A sensação não é nada boa e a nossa primeira reação é afastá-los e não dar tanta atenção ao problema. É que o mau hálito não é exclusividade dos humanos. Mas o que fazer? A maioria das pessoas opta por dar algum alimento que neutralize o odor momentaneamente e acha que está resolvido. De acordo com o médico-veterinário Marcello Roza, esse é um erro comum, que mascara problemas maiores.

O veterinário explica que o hálito forte é sempre consequência. Em cães e gatos, a principal causa é a doença periodontal, caracterizada pela alta incidência de placa bacteriana. O mal atinge cerca de 85% dos bichos com mais de 3 anos, avalia o especialista. Algumas espécies têm predisposição genética, o agravamento do quadro, porém, decorre da falta de escovação.

“A placa leva de 24 a 48 horas para ser formada. Depois disso, ocorre a calcificação e a formação do tártaro”, explica a veterinária Lívia Amaral Dreer. Ela ressalta a importância da escovação diária e do tratamento de eventuais inflamações na gengiva do pet (frequentemente, elas levam à extração de dentes). Em casos extremos, o próprio osso da mandíbula fica fragilizado. “Perder um dente é o mínimo, o risco de ter algo mais sério é muito alto”, completa Marcello. O pior cenário ocorre quando as bactérias entram na corrente sanguínea, espalhando a infecção pelo corpo, com consequências terríveis para coração, pulmões e rins.

Logan, um cão da raça lulu da pomerânia hoje com 6 anos, foi vítima da doença periodontal em seu segundo ano de vida. “Ele começou com o mau hálito e os dentes amarelados”, conta o seu dono, o empresário Marcos Vinícius de Oliveira, 31. Logan acumula muita placa bacteriana. Quando era filhote, o problema era amenizado por brinquedos de morder que ajudam a limpar os dentes, mas com o tempo o cão perdeu o interesse nas brincadeiras. Marcos conta que só percebeu que algo estava errado após ser alertado por um veterinário. Infelizmente, a doença periodontal já estava em um estado avançado.

Marcos conta que ficou preocupado, pois seu pet precisou passar uma limpeza mais profunda, que exige sedação e envolve alguns riscos. Hoje, o empresário não descuida da escovação. “É muito corrido, faço sempre que possível, pelo menos quatro vezes por semana”, explica. A prevenção de Logan conta também com uma limpeza no veterinário a cada um ou dois anos, além de alguns artifícios que ajudam, como uma substância que adicionada à água do animal amolece a placa e facilita a retirada na escovação e o chew, tiras mastigáveis que ajudam a remover as bactérias.

A halitose pode ainda ser consequência de feridas ou tumores na boca do animal e da presença de corpos estranhos presos na cavidade oral. Pode também ter sua origem em problemas renais, como a uremia, por exemplo. Quandos os rins não estão funcionando bem, o sangue não é totalmente filtrado e a presença de substâncias estranhas na corrente sanguínea pode resultar no odor forte. Da mesma forma, alterações estomacais precisam ser averiguadas. Por isso, checapes periódicos são tão importantes.

Um detalhe interessante: os gatos costumam ter o hálito mais suave do que os cães. Isso ocorre, explica Marcello Roza, porque os felinos domésticos têm alimentação mais regrada. Oferecer restos de comida para os pets está fora de cogitação.

Em resumo, se você quer cuidar da saúde bucal da sua mascote, invista em cuidados diários, com produtos específicos para animais — a pasta dental usada por humanos contém sabão, para dar espuma, e flúor, componentes que podem irritar o estômago de cães e gatos. Produtos paliativos, como o chew e os que equivalem a enxaguantes bucais, não são contraindicados, mas não dispensam a observação mais atenta de um profissional.

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Urso polar brinca com bloco de gelo para se refrescar. Veja vídeo

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A obesidade também é um problema no reino animal

Correio Braziliense

Bebês e animais domésticos: quanto mais gordinhos e cheios de dobrinhas, mais suspiros arrancam. Porém, enquanto a fofura estética agrada, no quesito saúde, gordurinhas são perigosas para os animais. Segundo levantamento da Associação Médica Veterinária Americana, 40% dos cães dos Estados Unidos estão acima do peso. No Brasil, a realidade não é muito diferente.

De acordo com a veterinária Luciana Lima, especializada em endocrinologia animal, os prejuízos que a obesidade causa em animais e humanos são parecidos. “Quando obesos, os animais estão predispostos a desenvolver diabetes, câncer, infecções, problemas articulares e de pele, aumento do colesterol e triglicerídeos, hipertensão, além de sobrecarregar o sistema cardiorrespiratório e aumentar o risco cirúrgico”, alerta.

Aliado à arcaica noção de que gordura é saúde, está o crescente número de animais de estimação que levam uma vida sedentária. Vivem em espaços apertados e têm pouco estímulo, como brincadeiras, passeios ou caminhadas. O problema se agrava quando o sedentarismo recai sobre cães cheios de energia. Um exemplo fácil de assimilar é o crescente número de retrievers do labrador obesos nas clínicas. Após o filme Marley & Eu, todo mundo queria ter seu Marley. Foi assim que muitos desses cães foram parar em apartamentos apertados. Um cão de caça que não gasta a quantidade absurda de energia que tem, engorda. Para piorar, cães retrievers, beagle, cocker spaniel e dachshund são comumente diagnosticados com hipotireoidismo, que reduz o metabolismo e leva à obesidade.

Por fim, outro vilão surge naquele momento em que, ao pé da mesa, o cachorro ou gato convence o dono a dividir um pedaço de pão ou uma fatia de carne. Os petiscos fora de hora estão diretamente ligados ao ganho de peso. Trocando em miúdos, o dono quase sempre tem responsabilidade pela obesidade do seu animal: seja por oferecer muita comida, seja por submeter o animal a uma rotina sedentária. “Muitas vezes, proprietários com maus hábitos acostumam o seu animal à mesma rotina. Também é observado que proprietários acima do peso têm animais acima do peso”, aponta a veterinária.

O problema se agrava quando, aliados à má rotina, estão problemas endocrinológicos. “As principais causas da obesidade é a superalimentação e a falta de exercícios físicos, porém, estima-se que 25% dos cães obesos sofram de problemas hormonais, como a síndrome de Cushing, que é o excesso de produção do cortisol, e o hipotireoidismo, que ocorre devido à diminuição dos hormônios da tireoide”, explica Luciana.

De acordo com a veterinária, para vencer o problema, o animal deve passar por uma avaliação do veterinário endocrinologista. O próximo passo é seguir rigorosamente a dieta prescrita, respeitando quantidade, frequência e tipo de alimentação. Os petiscos e demais guloseimas devem ser evitados. “A realização de exercícios moderados e regulares é de fundamental importância na luta contra a balança. A perda de peso deve ser gradual e sempre acompanhada pelo médico”, enfatiza.

A dachshund Billa, de 4 anos, é famosa pelas formas avantajadas. Seus donos, a gestora pública Adriana Alves e o empresário Bernardo Ferreira, colocaram a cadela para malhar. “A Billa era o filhote mais fraco da ninhada. Era pequena e perdia para os irmãos na competição por leite. Então, quando a adotamos, ela passou a compensar essa escassez e começou a comer como uma glutona. Como temos outros cachorros na casa, ficou difícil controlar a quantidade de comida, porque ela comia a dela e a dos outros”, conta Adriana.

Billa também devora tudo o que encontra no jardim. Das siriguelas que caem do pé aos pássaros que passeiam em terra firme. Além do apetite sem fim, Billa vivia uma vida quase sedentária. O veterinário de Billa os alertou sobre os riscos e o casal optou por um canil que oferecia pacotes de hospedagem com sessões de agility (esporte para cães) e muita atividade física.

Em um mês, Billa já emagreceu 1,5 kg e melhorou o comportamento. “Está menos ansiosa, mais calma, come menos e está bem mais sociável com outros cães e pessoas”, revela a dona. O adestrador Pablo Webar, proprietário do Canil Social Dogs, é quem põe Billa na linha. O local é equipado com piscina, circuitos de agility e aulas de pastoreio. “A atividade física é fundamental na rotina de qualquer cão. Para a saúde e para a cabeça. Os resultados costumam ser rápidos porque eles respondem bem aos estímulos”, analisa Pablo.

Maia, a border collie de 4 anos do aposentado Carlos Werneck, é dessas cadelas cheias de energia. Bastou a castração para que começasse a engordar. Foi aí que Carlos aproveitou a deixa para se exercitar com Maia. Ambos saíam todos os dias. Ele pedalava e a conduzia pela guia. Aos poucos, Maia foi recuperando a boa forma. Até que Carlos teve de realizar duas cirurgias e, de repouso, parou de passear com a cadela. Novamente, ela engordou.

O fato é que as fêmeas, depois de castradas, deixam de produzir hormônios que regulam o apetite e a saciedade. Já os machos castrados perdem a produção de hormônios andrógenos, que estimulam o gasto de energia.

Se cachorros, que são agitados, estão casa vez mais obesos, os gatos, que passam o dia dentro de casa e comem em livre demanda, são ainda mais suscetíveis ao ganho de peso. “Na minha experiência clínica, cerca de 70% dos pacientes estão acima do peso”, conta a veterinária Vanessa Pimentel, especializada em medicina felina.

A veterinária tem um gato acima do peso. Petruquio, da raça maine coon, pesa 15 kg. O desafio, segundo ela, é conseguir controlar a alimentação dos gatos que convivem diariamente com outros. “Ele mal pode ouvir o som da ração caindo no pote.

Diferentemente dos cachorros, que comem duas ou três vezes por dia, os gatos precisam se alimentar com maior frequência. Chegam a comer até 18 vezes ao dia, mas em pequenas porções. O difícil é impedir que ele coma a dos outros”, avalia.

Vanessa chegou a colocar uma coleira em Petruquio para que passeassem debaixo do bloco. O gato, porém, se recusou a andar. “Já vi alguns gatos passeando de coleira numa boa. Petruquio empacou. É complicado viabilizar a dieta, já que ele convive com outros cinco gatos, e convencê-lo a fazer exercícios. É mais simples com um cachorro.”

Vanessa, porém, confessa que nunca atendeu nenhum paciente com diabetes ou problemas cardíacos causados pelo sobrepeso. “As consequências mais comuns da obesidade nos gatos são os problemas articulares e o fato de que a gordura impede que ele lave com as língua certas partes do corpo. O gato não consegue fazer a limpeza sozinho, e a região começa a ficar suja e com assaduras. Uma vez que as assaduras surgem, é muito difícil tratar, pois gatos costumam rejeitar pomadas, esfregando o bumbum no chão e causando ainda mais feridas”, explica. Além das feridas, as restrições na hora de se limpar com a língua geram estresse no gato, que detesta se sentir sujo.

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Bombeiros resgatam égua em fossa

Estado de Minas

Bombeiros de Januária, no Norte de Minas, resgataram uma égua que caiu em uma fossa na madrugada desta quarta-feira. O buraco de aproximadamente três metros fica no quintal de uma casa no Bairro São Miguel. Segundo a corporação, o resgate durou cerca de duas por causa da dificuldade em içar o animal. A dona da casa disse que a fossa estava fechada e a égua quebrou a tampa caindo no buraco. (Divulgação Corpo de Bombeiros)

Bombeiros de Januária, no Norte de Minas, resgataram uma égua que caiu em uma fossa na madrugada desta quarta-feira. O buraco de aproximadamente três metros fica no quintal de uma casa no Bairro São Miguel. Segundo a corporação, o resgate durou cerca de duas por causa da dificuldade em içar o animal. A dona da casa disse que a fossa estava fechada e a égua quebrou a tampa caindo no buraco.

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Baleia dá golpe com cauda em surfista. Veja vídeo

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Papagaio raríssimo e que se acreditava extinto é visto pela primeira vez em um século

Diário do Nordeste

O papagaio noturno nunca havia sido fotografado antes. Naturalista que alega ter feito avistamento  da ave ainda não divulgou material para imprensa. Ilustrações do século XIX são única referência quanto à aparência da espécie Imagem: Alamy / The Guardian

Um naturalista australiano fez uma descoberta que animou ornitólogos e até criptozoólogos do mundo inteiro. Ele fez imagens em fotografia e vídeo da espécie Pezoporus occidentalis, conhecida popularmente como papagaio noturno. A ave não era avistada com vida há cerca de um século e as duas últimas evidências de sua existência foram corpos encontrados em 1990 e 2006. As informações são do jornal britânico The Guardian.

John Young, que se descreve como um detetive da vida selvagem, mostrou na última quarta-feira (3) seus registros a um grupo de especialistas, que se mostraram animados com o anúncio. A ave, da espécie Pezoporus occidentalis, nunca foi fotografada e a única evidência de sua existência nos dias atuais foram dois papagaios mortos encontrados em 1990 e 2006. Autoridades e entusiastas da ornitologia responderam com fervor ao registro, afirmando que as evidências de Young são “esmagadoras”.

O ecologista Steve Murphy afirmou à ABC News que a descoberta é uma certeza. “É incontestável. Ele tem fotografias, ele tem vídeos em movimento e ele tem penas”, afirmou o australiano. Dizimada durante o século 19 por gatos e raposas invasores, a população desse pássaro despencou. O papagaio noturno passou de 1912 a 1979 sem deixar o mínimo indício de sua existência, o que levou o animal a ser considerado extinto até 1990, quando um pássaro da espécie foi encontrado morto em Queensland, na Austrália.

Ao longo das duas décadas seguintes, muitos naturalistas se aventuraram no vasto deserto do país tentando confirmar a existência da ave, que passou a adquirir uma reputação mítica e hoje é considerado o pássaro mais esquivo e misterioso do mundo. Estima-se que a população atual esteja entre 50 e no máximo 250 indivíduos.

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CCJ aprova criminalização de atos de crueldade contra cães e gatos

Agência Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou há pouco proposta que torna crime a prática de atos contra a vida, a saúde ou a integridade física e mental de cães e gatos.

O relator na comissão, deputado Márcio Macêdo (PT-SE), defendeu a aprovação do Projeto de Lei 2833/11, do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), com emenda. Pela emenda, a pena para quem provocar a morte desses animais será de 3 a 5 anos de reclusão. Se o crime for culposo, a sanção será de detenção, de três meses a um ano, e multa.

O projeto original estabelecia penas de 5 a 8 anos de reclusão.

A proposta será examinada agora pelo Plenário.

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Peixe de ‘couro’ chama a atenção em Macapá

Peixe cuiu-cuiu capturado durante pesca esportiva (Foto: Leopoldo Machado/Arquivo Pessoal)

Um peixe de 4 quilos, medindo 40 centímetros de comprimento chamou a atenção de turistas que faziam pesca esportiva às margens do Rio Macacoari, a 110 quilômetros de Macapá. Apesar do susto dos pescadores, o animal é comum na bacia do Rio Amazonas, segundo informou o biólogo Júlio César Sá de Oliveira.

De acordo com o biólogo, o peixe é conhecido como peixe de couro, por não possuir escamas, e ser revestido de placas ósseas.

Na região amazônica ele também é conhecido como cuiu-cuiu. Em outras regiões do país é chamado de abotoado, armado, armau, entre outros nomes. “Tomei um susto quando ele apareceu na rede”, conta o agente ambiental do Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap), Leopoldo Gonçalves Machado.

O funcionário público possui uma casa às margens do Rio Macacoari, para onde convida os amigos para fazer turismo ecológico, segundo conta. Ele diz que na região é comum a pesca de diversas espécies de peixes, como traíra, sarda, jiju, tamuatá, piranha, entre outros. “Mas é muito raro um cuiu-cuiu aparecer”, afirmou o agente ambiental que diz já ter capturado espécies menores na mesma região.

O biólogo Júlio Cesar explica que, apesar de essa espécie ser comum na bacia do Rio Amazonas, esse comportamento é natural do cuiu-cuiu. “Ele gosta de se esconder”, afirma.

Leopoldo Machado já tentou criar um cuiu-cuiu, que conseguiu capturar, mas desistiu por falta de tempo para cuidar do animal. “Acabei soltando ele no rio novamente”, contou.

Fonte: G1

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