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Biodança – a vivência do amor no processo de desenvolvimento humano

Fabrícia Correia de Oliveira- facilitadora de Biodança, pela International Biocentric Foundation, e Formadora do Núcleo de Formação e Valorização Profissional, da Secretaria Municipal de Educação de Maceió.

Rolando Toro, antropólogo chileno criador da Biodança, foi antes de tudo, um grande homem, apaixonado pelas pessoas, pela educação, pela vida, e por isso define sua descoberta como “A poética do encontro humano”. A Biodança propõe um novo estilo de vida, com saúde, equilíbrio e amorosidade. Dançar a vida é sentir o prazer da vida em sua sacralidade

Adélia Prado, escritora mineira, falando sobre o amor, afirma que a verdadeira transcendência, a verdadeira fé exige toda libido, toda força vital que acontece no corpo. O psíquico supõe o corpo. O êxtase acontece no corpo. “O erótico é um braço da experiência do humano”. Afirma que a gente deveria dançar nas igrejas, nas escolas, nas ruas porque a gente tem que se despir de todo o orgulho, de todo poder, descer do salto, pois parece uma situação ridícula ficar rodando numa sala junto a outras pessoas em instituições sérias (públicas ou privadas); mas é a experiência mais fascinante de encontro que alguém pode sentir, porque a dança é sua identidade biológica, cultural e afetiva.

É a sua essência em movimento no encontro com o outro. E eu amo o outro com o corpo. Nessa época de quaresma vivida na religiosidade cristã, podemos ver que Cristo sofreu sua paixão no corpo. É na vivência corporal que o amor acontece. Assim, só podemos vivenciar os afetos e nossos princípios éticos em nossas ações, que também se estendem ao âmbito social. Amar muito é medir um sentimento imensurável. É preciso “amar” apenas, com honestidade e compromisso com a vida.

Infelizmente, vivemos numa sociedade egocêntrica, doente e corrompida pelo capitalismo, que alimenta a falsa ideia de competição, luta pelo poder e, consequente, medo do fracasso. Quando deveríamos vivenciar a solidariedade, o respeito, o espírito de colaboração. Não pelo lugar social que as pessoas ocupam, mas pelo valor que cada ser humano tem no Universo, onde se um só organismo adoece, somos nós que adoecemos, e se alguém sai ganhando, isso também é um construto coletivo. Quantas pessoas queridas, familiares, professores, amigos e parceiros de caminhada estiveram ao nosso lado nos ajudando ao longo de nosso percurso…

Em minha experiência como aluna e professora de Biodança aprendi que é preciso ter coragem para dançar a vida, porque nem sempre estamos com os instrumentos afinados, somos humanos e, por isso, também somos contradição, sentimos afeto, alegria e prazer, mas também raiva, tristeza e dor, principalmente diante de situações de desqualificação e injustiça. Percebo que o maior problema da humanidade reside na falta de olhar o outro com amor; assim, aquele amigo que precisa de ajuda num momento de dificuldade e confia em seu parceiro que vive um momento de abundância, passa a ser visto como o infeliz que deseja o lugar do outro, gerando outros mal entendidos. E caímos em julgamentos equivocados de uma realidade distorcida por falta de amor.

Carl Jung já dizia: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”. É uma nova maneira de se relacionar com o outro e enfrentar as dificuldades como parte do processo alquímico. A Biodança nos convida a dançar a beleza, a sacralidade da vida, construindo novos paradigmas para um novo modo de sentir e ser no mundo.

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10 Comentários

  1. EL LOCO disse:

    MAIS UMA INVENÇÃO PARA DESVIAR DINHEIRO DO VERDADEIRO OBJETIVO DA EDUCAÇÃO. MODA,SEMPRE MODA. QUE ÁREA PARA INVENTAR MODA ESSA DA EDUCAÇÃO. NOS PAÍSES ASIÁTICOS NÃO HÁ NADA DISSO. E A EDUCAÇÃO É UMA DAS MELHORES DO MUNDO. QUE COISA!! SOMENTE PARA DAR DINHEIRO PÚBLICO A GENTE PREGUIÇOSA QUE NÃO ESTA EM SALA DE AULA.E NEM TEM CORAGEM DE ESTAR EM SALA.

  2. Helena disse:

    Parabéns amiga, lindo texto!Educação com amor algumas pessoas não entendem, devem ser ser da época da palmatória.

  3. Sérgio disse:

    Felizmente El loco vc está errado, a biodança parte de um princípio biocêntrico, em que coloca a vida como centro do universo, o respeito, cuidado, que nós devemos ter consigo, com o outro e com a natureza. Acreditar na força do amor, onde às pessoas possam se olhar com contemplação e não como rivais, saber que podemos caminhar juntos sem que um possa querer destruir o outro para crescer, a educação que nós temos hoje nas escolas, é uma educação competitiva, não visa a integração do ser humano, mas a necessidade do mercado financeiro. Um granda abraço!

  4. Fabricia disse:

    Comecei a trabalhar em espaço educacional desde quatorze anos de idade, e ainda hoje atuo nos diversos níveis de ensino básico e superior (dentro de sala de aula). Desenvolvo projetos educacionais, acreditando na educação como espaço de crescimento pessoal e discussão democrática, por isso, “respeito” opiniões diferentes.
    Agradeço aos amigos que compreendem e comungam da ideia que fomenta discussões mundiais, como tornar a educação um espaço de alegria e desenvolvimento humano em sua totalidade. Biodança não é modismo. Ela tem fundamentos teórico-metodológicos baseados no Princípio Biocêntrico, que prioriza a vida em sua diversidade. Para um melhor conhecimento no assunto, sugiro sites, como: Pensamento Biocêntrico, Universidade Biocêntrica, e Biodanza, bem como
    as referências bibliográficas sugeridas pelos mesmos.

    Um abraço aos amigos leitores.

  5. Cledson Reis disse:

    Parabéns! Lindo seu texto… abraços.
    Eis o grande desafio na atualidade dançar a vida… pois dançar a vida significa implicar-se, ser responsável pelos seus atos… e não é isto que assistimos no cotidiano… estamos sempre culpabilizando o outro…

  6. Andréa Farias disse:

    Oi, amiga! Parabéns pelo texto. Você merece todos os elogios sempre. E não se preocupe com esses comentários eles fazem parte e sei que você tira de letra com o seu profissionalismo em sala de aula. bjsss

  7. Fabricia disse:

    “Nosso mundo continua sendo um lugar de contrastes perversos (desigualdades sociais e dominação), apesar de contar com aprimorados sistemas de conhecimento, de direito, de produção, de transportes e de comunicação.
    Mesmo assim, é um mundo propício à humanização e à Natureza, à vida, um terreno fértil para o amor.
    Não precisamos temer. É preciso coragem para perceber nosso próprio brilho interior e querer construir um mundo com justiça e amor. (…) ‘É nossa luz que nos dá medo e não nossa escuridão” (Nelson Mandela)

  8. feliciana maria lyra padilha disse:

    Amiga,depois de ler os comentários, lembrei de NIETZCHE qdo. disse: “E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”. Infelizmente existem muitas pessoas ainda surdas.Ñ deixe de dançar, pois a vida é ritmo, movimento e alegria, parabéns pelo seu trabalho! Bjos. FIFI

  9. Lúcia disse:

    Muito bom, é disso que as pessoas precisam, do contato físico nem que seja através da dança!

  10. Fabricia disse:

    Não apenas do contato físico, querida. Mas do contato humano de uma forma geral, em que há uma troca da energia pulsante de vida, de amor e plenitude.

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