19 de abril de 2017 • 11:04 pm

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Alagoas e o boicote ao talento da escrita

Um dia um sábio alagoano me falou: se fizerem silêncio sobre aquilo que você escreve, tenha certeza de que o que você escreve é muito bom! Alagoas premia o que é bom, com o silêncio, me acrescentou o amigo e orientador. Nem sempre convém silenciar e deixar o modus operandis da elite correr solto. Silenciar é […]

Um dia um sábio alagoano me falou: se fizerem silêncio sobre aquilo que você escreve, tenha certeza de que o que você escreve é muito bom! Alagoas premia o que é bom, com o silêncio, me acrescentou o amigo e orientador.

Nem sempre convém silenciar e deixar o modus operandis da elite correr solto. Silenciar é atitude política, assim como escancarar e gritar também o é.  Foi assim, silenciando o bom dessa terra, que essa elite sempre dominante conseguiu emplacar aos longo da história inúmeros condutores sofríveis, influenciando as vidas de gerações ao distribuir rações ralas de cultura e conhecer.

Quero mais é ouvir as vozes que emitem críticas e rasgam elogios, pois escrevo para ser lido, comentado, escrachado, e quiçá amado…assim deve existir um texto, um livro, vários livros ao contragosto do poder!

Com seu silêncio intencional, quero mais é ver Alagoas ser pega no flagra dessas pequenas maldades repassadas. Desafino esse coro com meu sobejo gosto por escrever!

Canto na escrita! Faço barulho com verso ou no reverso. Nada inventei quando grafei a dor oculta.

São 200 anos de muita luta, para simplesmente dançar de Diana no pastoril! Eu tomo partido. Canto meu cordão encarnado, encarnando a vida dura dos meus ancestrais e essa que ora carrego.

Aqui o jogo é real. A bala é real. O silêncio faz mal.

Alagoas, 200! 200 anos de reinvenção.

 

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