12 de fevereiro de 2017 • 1:06 am

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Biu de Lira afunda no barco do amor e vaga ao Senado deve ficar com Téo

O lavajatável senador Benedito de Lira (PP)- aquele que sabatinou, com severidade, o futuro ministro do STF Alexandre de Moraes no Love Boat (barco do amor, em inglês), pelas águas do Lago Paranoá- virou rolete chupado num acordão em construção, entre o ex-governador e usineiro Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o senador Renan Calheiros (PMDB). Biu […]

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Amigos para sempre. Ou não

O lavajatável senador Benedito de Lira (PP)- aquele que sabatinou, com severidade, o futuro ministro do STF Alexandre de Moraes no Love Boat (barco do amor, em inglês), pelas águas do Lago Paranoá- virou rolete chupado num acordão em construção, entre o ex-governador e usineiro Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o senador Renan Calheiros (PMDB).

Biu não deve ser candidato à reeleição e sim deputado federal.

Já Renan e Téo Vilela tentam retornar as eleições siamesas, famosas no início deste século, em que ambos disputavam juntos as duas vagas ao Senado.

Biu de Lira acumula desvantagem porque o deputado federal (e filho) Arthur Lira (PP) está fora do baralho eleitoral de 2018, a menos que as leis mudem para beneficiá-lo.

Daí, Biu de Lira não disputa o Senado daqui a dois anos. E vai buscar se eleger na vaga do filho na Câmara e que, um dia, teve a passagem do dançarino de Junqueiro.

Em novembro do ano passado, o Tribunal de Justiça manteve a condenação de Arthur Lira, Cícero Almeida (PMDB) e Paulão (PT) no processo que apura os desvios milionários descobertos pela Operação Taturana, investigada pela Polícia Federal.

Significa que se a lei da ficha limpa sobreviver pelos próximos anos, eles estão com os direitos políticos suspensos por 10 anos, portanto, vão para a lata do lixo da politica local.

Arthur Lira, sucessor de Biu e, como o pai, investigado na Lava Jato, terá de descer na escala da política e voltar a ser deputado federal.

Ao mesmo tempo vai acomodar o aliado Téo Vilela. Que fará campanha ao Senado casadinha à busca pela reeleição de Renan Calheiros.

É um acordo aparentemente bom. O senador Fernando Collor (PTC), por exemplo, fora de Alagoas até o próximo ano, não pôs obstáculos porque caminha lado a lado aos tucanos de Maceió, com o prefeito Rui Palmeira (PSDB).

Só que nem tudo está resolvido neste acordão.

Como fica Rui Palmeira (PSDB), que lidera em pesquisas informais na disputa ao Governo daqui a dois anos?

“O quê será que será…”

1 Comentário

  1. sincero disse:

    Renan e Téo nunca se afastaram de verdade, mas é inegável que a rejeição do primeiro é enorme e isso pode pesar no próximo pleito. Torço que Alagoas evolua e saíamos desse sufoco.

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