A Melhor Política

Mestra em Educação Brasileira na Linha História e Política, Cientista Social, cidadã, amante e defensora do direito de viver.

De petralhas a coxinhas, todos náufragos

Ser brasileiro hoje é estar muito perto da angústia de não saber mais qual ética seguir.

No prenúncio do golpe parlamentar endossado pelo judiciário, inúmeros debates levantavam a insegurança trazida por um estado de exceção; algo que agora se efetiva na prática, mas continua sendo negado pelos discursos oficiais.

Nossa capacidade de escolher as posturas mais harmônicas entre o que é e o que dizem poder ser, está imprensada na parede da opressão, que cresce a cada dia, trazendo línguas engolidoras de direitos e ordens. Tudo está sendo feito agora em nosso país, de acordo com os interesses imediatos do governo, seus asseclas e os poderes que seguem os rastros da ditadura.

Ou seja, podemos ser pegos pela lei, mas a lei não nos protege de mais nada, de mais ninguém…

Lei ferida pelas ânsias de Moro, sanhas de mando na destruição de um projeto de nação, para por sobre os escombros edificar castelos. As siglas representativas dos deuses romanos dos altares pagãos: poder e luxúria! Uma classe, um estamento, parte de um país levado pela alienação em nome de Deus. Por baixo dos escombros, nossos direitos gemem.

É mais bonito manter o senso humanitário. Nada nos impedirá de sofrer os efeitos dos males efetivados, mas um banho de humildade pode ajudar a reconhecer o erro…talvez esteja na hora de retirar as camisas da ilusão, aquelas pintadas de verde e amarelo e admitir que nosso país está afundando com todos nós dentro, os que como eu, recusaram o golpe e aqueles que o incentivaram das ruas.

Manter a ordem da globo na boca é sandice aos olhos de todos. A corrupção está no poder e não adianta gritar olhando para trás.

Para frente ainda é possível, quem sabe, um pouco mais de leitura e exercício de interpretação histórica e social?!

Nem o ódio de lá, nem o ódio de cá. Hora de parar e pensar na melhor maneira de recuperar o Brasil para nós, o povo brasileiro.

 

 

Professores contratados e a escravidão alagoana

Senhores e senhoras, me respondam se puderem: estamos retrocedendo na história porque fomos reprovados na escola?

Levamos bomba na lição cidadania!

Negamos entender as linhas que os ancestrais deixaram escritas e outra vez, lombo nu para o chicote bater!

Agora delimitemos a área temática aos prefeitos alagoanos e olhemos a política de contratações, que sutilmente foi sendo infiltrada sob as barbas do Ministério Público bem antes de Temer efetivar o golpe e legalizar a terceirização. Nos municípios alagoanos, por unanimidade, a quantidade de servidores contratados é extensa.

Delimito outra vez a discussão, e foco na educação.

Quem orienta essa unanimidade na contratação de professores? Pois essa política tem caráter de assessoria unificada, como um centro de (des)inteligência que leva as mãos gestoras à mesma movimentação de pagamento precário aos mestres de seus infantes e juventude.

Contratos que iniciam em março e findam em novembro, segundo relatos ouvidos por esta blogueira, deixam os contratados sem salário de dezembro e décimo terceiro. Quem denuncia? Ninguém! Quem quer perder o único emprego que possui?

Agora o x da questão: para onde vai a sobra?

A mesma demanda é utilizada como manutenção do antigo “voto de cabresto” em estrutura modernizada. Quem fiscaliza esse descalabro?

Existem outras coisas ditas, que não podem ser provadas, por isso mesmo repasso como comentários locais, afirmando que existem políticas de maquiagem no rendimento escolar dos alunos com vistas a um bom resultado do IDEB – embora seja fictício – a mostrar que estas escolas estão dando certo, apesar das irregularidades nas relações com os professores contratados.

Um descalabro atrás do outro faz dos municípios alagoanos os reprodutores de um passado inglório que explora mão-de-obra e precariza resultados, mantendo nosso povo em passiva escravidão, sob o silêncio das instituições.

Segue o degredo.

Mês da Mulher: Anti-homenagem à Rosinha da Adefal

Estamos ainda nos últimos dias do mês consagrado ao elogio da mulher. Antes do maio maternal, romântico, temos o março de luta, resistência e reconhecimento das contribuições femininas para a melhoria do mundo. É aqui, nesse nicho de reflexões que faço uma anti-homenagem a Rosinha da Adefal, a deputada alagoana que entre três outros descomprometidos sociais (Arthur Lira, Nivaldo Albuquerque e Cícero Almeida) votou a favor da terceirização, destruindo os parcos direitos trabalhistas dos brasileiros.

Mas Rosinha tem comportamento anti-povo revelado em muitas situações, começando com seu apoio ao golpe, que só beneficiou aos mal intencionados da nação. Contudo, vale inserir nessa reflexão, que Rosinha da Adefal tem angariado votos dos mais pobres e excluídos de Alagoas, através da sigla que incorporou, se propondo a representar as pessoas com deficiências do nosso estado.

Quem representa essa parcela ainda tão excluída e vota contra os trabalhadores, está sendo fiel à representação?

Na política de mulheres, sua participação foi acessória. Sem projetos relevantes. Uma mulher feita para cargos sobre o utilitarismo político grassante. Multiplicadora de pequenas oportunidades entre seletos grupos de cabos leitorais e congêneres.

Penso agora nas mulheres alagoanas que contam real a real para o pão de cada dia. Recordo as mães que carecem manter o leite e a massa para o mingau do filho preso a uma cama, eleitoras de Rosinha…Sim, essa deputada não sabe de suas existências para além do período eleitoral. Não está representando nenhuma de nós alagoanas em Brasília.

Diante do quarteto perverso que nos envergonhou essa semana, dentro do qual temos dois herdeiros de pais vinculados à má política, como Arthur Lira e Nivaldo Albuquerque, e um político de histórico reprovável como Cícero Almeida, Rosinha da Adefal é apenas mais um/uma que nada de nós leva ao parlamento, apenas a legitimidade de votar contra os nossos interesses e contribuir para adoecer os lares alagoanos com o aguçar da fome e a evolução da miséria.

Nessa anti-homenagem, nosso lamento.

Sobre a importância de dizer #ForaTemer

A percepção do alcance nefasto das políticas do governo federal ainda não chegou na mente do cidadão comum brasileiro, aquele que de fato vive com até um salário mínimo e atua no cotidiano com mãos tarefeiras, sempre ativas na construção do labor, agora ainda mais dificultado pelos cortes e perdas de direitos.

Quem foi às ruas ontem? Quem conseguiu lotar as avenidas nas capitais do país e fazer ecoar com força o #ForaTemer que expressa resistência e indignação? Foi a classe média com seus desníveis regionais, incluindo aqueles que se mantiveram mornos, até perceberem os riscos reais de perder direito à aposentadoria como induz a reforma da previdência.

Podemos perceber que a marola sugere onda. Não estamos imersos em apatia, mas divididos em ilhas, que por sinal, faz parte do projeto de dominação pela desigualdade de acessos; demonização da participação do cidadão na política; e outras amarrações que costumam passar despercebidas ao olhar comum.

Mas a luta popular não encontra facilidades. O recrudescimento do conservadorismo fundamentalista ergue barreiras extras, afastando a discussão salutar, e gerando palcos para o ódio, intolerância e uma salada de preconceitos, para os piores gostos. Eis nosso Brasil de agora.

Urge sejamos semeadores de bons anúncios, viver a certeza de que os contextos são móveis e quando a poesia escasseia a vida parece insolúvel, mas se trata de momentos. Os temas são muitos e cada lugar pede o cultivo de boas atitudes. Agroecologia, educação libertadora, saúde pública, cultura popular, liberdade de expressão, diversidade sexual, legitimidade das expressões religiosas, etc. abrem um leque para a luta diária.  Sejamos os arautos dessa esperança, dentro de nossas casas e espaços de atuação social.

Importa sobreviver ao caos e viver na iluminação da esperança. Braços dados, não importando a distância física, levemos uns aos outros o consolo de saber que estamos juntos.

Ir às ruas nos inspira continuar na luta, fortalecendo nossa identidade, cidadania, e senso histórico. Talvez o povão leve mais tempo para perceber o que ocorre, mas até isso deve ser motivo de incentivo na manutenção das frentes de denúncia e resistência. Assim somos muito mais brasileiros e brasileiras!

Nenhuma mulher a menos

Em meu mais recente livro, 200 anos de Alagoas, relato uma pequena peça teatral que costumava ser apresentada na escola pública na qual estudei na infância, em Matriz de Camaragibe; o fiz, pela análise do conteúdo de banalização da violência contra a mulher por questões ligadas à honra do macho, algo que nós, meninos e meninas da época, éramos levados a aplaudir, dando sequência ao processo de legitimação dessa prática homicida.

Conheci diversas histórias locais envolvendo supostos “crimes” femininos, passíveis de punição com morte, mesmo quando não havia certeza do fato, pois bastava algum homem ressentido levantar o falso testemunho que a vítima ia a julgamento sem possibilidade de absolvição.

Esse tribunal nunca foi desativado.

Mesmo com a liberação da vivência sexual que existe hoje, a força do sexismo ativo gera feminicídios pelo país.

Nesse contexto de confirmação da violência letal contra nós mulheres, ceifando a vida de inúmeras, registramos nosso pesar, repúdio e persistência no debate e defesa da vida!

Não à violência que mata!

Por mais espaços de fala para mulheres, em todas as representações possíveis, pontuamos nosso compromisso com a vida e a liberdade, elementos da nossa poesia existencial.

Pela vida, pelo amor…nenhuma a menos!

Alagoas está lendo seus 200 anos

A receptividade aos livros Alagoas, 200 e 200 anos de Alagoas: Análise Socioantropológica é reveladora  do interesse que o povo alagoano tem acerca de sua história, identidade, caminhos a seguir.

Em parceria com o jornalista Odilon Rios, estou desbravando uma área de pertença com o grato incentivo de inúmeros leitores. O parabéns vai para a nossa terra, que ainda é jovial e jeitosa, sem perder a graça diante das calamidades encomendadas pelos insensatos da política, economia e outras tantas expressões.

Já sabíamos que o melhor de Alagoas são os alagoanos, e essa adesão à nossa proposta de estudos e análises independentes mostra que o modelo antigo de registrar está cansando o público leitor, que por sua vez, reconhece que iniciativas como as nossas carecem de apoio, também expresso em compra das obras, leituras, críticas, elogios, enfim.

O lançamento dos nosso livros no último dia 10, no Memorial à República, teve a resposta que consolidou nossas obras neste bicentenário do nosso estado natal.

O evento deste dia 16, que foi um convite para tomar um café literário, possibilitando a proximidade com as obras e os autores, resultou exitoso. Muitas pessoas que ainda não conhecíamos estiveram presentes, trazendo suas próprias ânsias de diálogo, abrindo seus próprios leques de interesse e cultura, gerando um processo de incentivo mútuo bastante instigante.

Que essa relação bonita seja o combustível para irmos adiante, todos nós, povo que abre caminho com a força do sonho e da tentativa constante, mostrando que esse movimento nos trouxe aos 200 anos de agora. Nós200

 

O coração de Deus é vermelho

Analisando comentários sobre a possível reeleição de Lula, percebemos o reflexo de um país que pensa entender muito de política por se deixar inflamar repetindo informações de cunho classista, veiculadas pelos perseguidores do ex-presidente, que arrotam fé e abusam do nome de Deus.

O indivíduo é pobre e trabalhador, está sendo penalizado ao extremo do suportável pelas medidas do presidente Temer, mas é contra Lula que dirige suas vociferações, como se estivesse preso em uma ilha ideológica onde só existe o PT por todos os lados, e precisa ser destruído, como um jogo de game.

Os argumentos exibem os bofes de um país analfabeto, que aprende de ouvir, como um bando de papagaios barulhentos.

O fenômeno da saudade de Lula se derrama suavemente sobre aqueles que percebem as perdas, e elas são consideráveis, afetando inúmeros segmentos. Passamos a ter dois fenômenos paralelos: a saudade de políticas de cunho popular e a sanha perseguidora que não enxerga Temer porque só visa afetar Lula.

Beneficiado imediato: o grupo de políticos antiéticos que usurparam o Planalto e agem como rapineiros, com pressa de destruição identitária do brasileiro que conquistou direitos na era dos governos petistas, ainda que tenha sido de maneira populista, paternalista, etc.

Perdedores: todos nós!

Nesse caso, cada vez que algum desavisado cita Deus comete heresia, pratica blasfêmia, pois se a divindade estivesse impulsionando qualquer política no Brasil, por certo estaria garantindo os direitos dos trabalhadores, investindo alto em educação e saúde, além de defender Direitos Humanos, e correlatos.

Desse modo, concluímos afirmando que Deus não tem nada a ver com o analfabetismo político que assola nosso país. Mas, quando Ele puder participar dessa toada, vai dividir tudo por igual, pois ama incondicionalmente e promove o bem comum desde priscas eras. O coração de Deus também é vermelho!

Quando a escuridão caiu sobre a educação

Democratizar acesso ao conhecimento é a maneira mais eficaz de empoderar uma nação, principalmente quando a história dela tenha sido escrita sobre o escravagismo e outras formas de exploração dos seus empobrecidos. Conhecer é uma energia de libertação.

O embate da cultura de massa em países como o Brasil, já atrapalhava o rol de prioridades para a juventude, que enceguecida pelo direcionamento consumista abriu mão da identidade questionadora, transformadora, que outrora lhe era delegada, para pertencer a guetos em sua maioria, orientados por segmentos de mercado, percebido este desde a indumentária à tecnologia manuseada.

Porém, nada parecia pior do que o que agora se apresenta, principalmente para a juventude pobre, com base na dita reforma do Ensino Médio, que neste momento é uma realidade.

Ainda não podemos prever com segurança os efeitos negativos de um currículo que prepara para voos baixos, rasteiros, visando apenas a sobrevivência. A luta para ocupar espaços acadêmicos será mais renhida, o autodidatismo precisará compensar os saberes próprios das áreas não-obrigatórias, que apesar disso são insubstituíveis .

As políticas que o Estado brasileiro implementa na atualidade, condenam a infância, juventude, vida adulta e velhice a uma derrocada jamais presumida para este século. Mas se do caos pode vir a mudança para melhor, que nossos jovens acionem o botão da coerência para se engajarem em projetos válidos, caso contrário teremos mais perdas do que sabemos suportar.

Uma longa noite se abate sobre o sistema educacional brasileiro.

Nós, escritores alagoanos

O bicentenário de Alagoas não pode passar longe das mãos alagoanas. É assim que apresento o livro “200 anos de Alagoas: Análise Socioantropológica”, uma obra de alma popular, com sustentação científica.

O lançamento está previsto para o próximo final de semana, sexta-feira, 10 de fevereiro, no Memorial à República, a partir das 18 h. Uma forma de marcar presença servindo partes dessa alagoanidade que tanto embeleza quanto machuca a gente, que assume a identidade de gente.

Ser escritora tem sido construção de uma vida toda, quando fui descobrindo que minhas mãos e os lápis construíam mundinhos ainda infantis, com castelos próprios de uma infância interiorana, rica de imaginação em meio à escassez. Os escritos de agora, são sequências de uma cronologia que a maturidade explica, afinal, os castelos sempre desmoronam quando a vida adulta chega.

Não há forja, há fluidez. Dos poemas da adolescência até as linhas de agora, vi passar o teclado rude da primeira máquina de escrever, com seu barulho maravilhoso na sinfonia eterna do a,s,d,f.g que repeti aos montes em uma escola de datilografia solidária, que funcionava na Rua Comendador Leão, no bairro do Poço, nas vizinhanças do moinho. Eu não pagava nada, apenas tinha que aguentar as incompreensões da minha tia, que sempre pensava o pior de uma jovem de 14 anos que saía de casa pelas sete da noite levando apenas folhas brancas embaixo do braço, e uma vontade ferrenha de contrariar o determinismo que rondava seus passos.

Aprender sempre foi minha saída. Escrever, a mais escancarada delas.

O monstro que matava meus livros era a impossibilidade de publicar. O sonho e o pesadelo se constituíam na mesma negativa. Mas a escritora fluía sem comando, nem controle, espalhando escritos pelos cadernos das amigas e nas gavetas alheias…exercício.

Metade do círculo de amizades usufruía das palavras que espalhava; tornei-me leitora aos seis anos de idade, como um milagre que nem a escola entendia. Aos nove anos já havia lido toda a coleção de Machado de Assis que minha mãe comprara na porta, e pagou a prestações. José de Alencar arranquei da estante da casa dos avós maternos e uma tia me alimentou no tempo certo com os livros de Ganimédes José. Por certo li muito, o que era bom e também coisas esquisitas, fortes demais para o contexto, as misérias humanas de Adelaide Carraro, por exemplo. Me fiz assim. No meio do improvável.

Escritora independente!

Carrego a legitimidade de escrever sobre Alagoas, e hoje, compartilho o resultado com um público modesto, mas conhecedor do que falo, interessado em novos ângulos, aberto a uma proposta simples, de raiz profunda.

Ao lado de Odilon Rios, que já nasceu escritor e erudita, escrever se tornou alimento, vestimenta, energia de vida. Co-autores do livro “Bastidores da Violência (e dos violentos) em Alagoas”, agora lançaremos juntos, em paralelo, livros próprios. Seu livro-reportagem “Alagoas, 200” traz um pequeno resumo do que pensam grandes intelectuais locais, sobre a história dessa terra, que completa século novo de autonomia política.  Vale a pena participar desse evento alagoano de raiz, sendo de algum modo, parte da história que se escreve. Marque esse encontro conosco!

Livre do Brasil fascista, voa Dona Marisa. E nós?

Vivemos sob a égide do fascismo brasileiro, não há mais o que questionar.

A partir de então, deve ficar bem claro, que fascismo mata de muitas maneiras; inclusive retirando a humanidade de quem o alimenta, se entregando a frenesis coletivos com ímpetos de destruição.

Cada acontecimento novo, revela um remendo envelhecido…agora não há mais o que esconder. Nossa nação caiu em qualidade no âmago do seu próprio ser.

Não se trata mais de capitalismo versus socialismo, ou esquerda e direita. Agora é muito pior. É a proposta aberta de destruição do oponente ideológico.

O mau está sendo servido nas mesas mais luxuosas do país, entre os grupos mais assépticos. Serão pessoas de bem?

Não há o que lamentar pelo desencarne da ex-primeira dama Dona Marisa, que cumpriu lindamente sua missão de companheira do ex-presidente Lula, em uma nação continental. Seu nome figura na história sem mácula.

Lamentável mesmo é a camada de brasileiros errantes, perdida entre um grito assassino de louvor à morte e o aplauso à tortura, homofobia e outras truculências grassantes.

Hoje, lamentamos pelo Brasil fascista que desconhece a si mesmo.

Vai continuar assistindo como se não fosse contigo, ou vai endossar o cordão dos que defendem a vida?

Está na hora de tomar partido.

Dona Marisa voou rumo à espiritualidade. Mas nós ainda estamos aqui, para viver o futuro que assusta, diante da miserabilidade que toma conta da subjetividade de nossa gente.

Sejamos semeadores de vida e respeito, de maneira pública. Que se envergonhem os que louvam a morte.

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