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Caos social alagoano

O termômetro do cotidiano pode ser chamado “rua”, com os sons e os riscos que hoje lhe caracterizam.

Os que jamais descem dos carros e dos pedestais, compreenderão cada vez menos a dinâmica da sociedade, pelo lado de cá, onde os indivíduos são de carne e osso e choram lágrimas de sal.

Maceió se alarga em contrações e sofrimentos, a cada dia. As ruas manifestam cada parto. Cada nova miséria. Todas as desesperanças de um povo que mal consegue tornar-se adulto.

A oralidade dispersa das calçadas. O senho franzido da descrença. Mulheres e homens a vagar, numa solidão cheia de rostos, todos indiferentes e voltados para as bandas do nada.

Quem se crê possuidor, não enxerga as ruas.

A riqueza de quem não tem dinheiro pode ser simbólica. Até a cultura nos separa.

Bajuladores e hipócritas lotam as salas cobertas de carpetes. O ar-condicionado protege as autoridades do ar livre e poluído das ruas enfeitadas de esgotos a céu aberto.

O Riacho Salgadinho lambe ao longe o prédio do Ministério Público do Estado de Alagoas, sede do direitos públicos, cravado no chão quente de Maceió.

O abandonado bairro de Jaraguá silencia diante da Prefeitura Municipal de Maceió, sua solidão saudosista, dos tempos de uma boemia que nada mais justifica.

A bela orla lagunar joga ao vento os ares pútridos das fossas que desaguam em suas entranhas geradoras de peixes e sururus. À sua volta, pululam o tráfico, o sexo, o crime. Cenário esquecido. Útero ativo, gerando sonhos perdidos.

Nas fortes ondas da praia de Cruz das Almas, a crucificação da nossa urbana covardia: esgotos, corpos em oferta diária, sob a vistoria dos coqueirais, tornados cúmplices das agruras noturnas de suas damas e travestis.

Crianças empobrecidas. Mentalidades contaminadas. Representações vendidas. Estado pífio, corrupto. Elementos desenhados nas calçadas…

Jovens viciados. Dificuldades de locomoção, ônibus velhos e passagens caras. Sem saúde ou alimento. Sem escolas suficientes, sem educação. Elementos dispersos na poeira das ruas…

Quantos livros são necessários para nos fazer entender as políticas do caos social alagoano?

Após assalto, adolescente fica ferido em troca de tiros com a polícia no Engenho Velho de Brotas

Correio da Bahia Um adolescente de 17 anos ficou ferido durante uma troca de tiros com a polícia na final da manhã desta terça-feira (2) no Engenho Velho de Brotas, em Salvador. Segundo informações da polícia, por volta das 8h30 o garoto roubou com a ajuda de um parceiro o carro de uma professora do Colégio da Polícia Militar, na avenida Dom João VI, em Brotas. Após buscas feitas pela região, às 11h30, policiais da 6ª Delegacia de Territorial... 

Polícia encontra 17 corpos no oeste do México

BBC A polícia local encontrou neste domingo 17 corpos no Estado de Jalisco, no oeste do México, em um acostamento de uma rodovia. Os cadáveres tinham marcas de bala e estavam amarrados com cordas e correntes. Acredita-se que os assassinatos tenham sido perpetrados por um dos cartéis de narcotráfico que lutam pelo controle do comércio de drogas no país.  Leia mais →

Estudo aponta o Brasil como o maior consumidor de crack do mundo

Agência Brasil O Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína, conforme resultado de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os dados do estudo – que ouviu 4,6 mil pessoas com mais de 14 anos em 149 municípios do país – foram apresentados nesta quarta-feira, na capital paulista. Os resultados do... 

Fumar maconha na adolescência reduz capacidade intelectual

Fumar maconha na adolescência reduz capacidade intelectual
AFP Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos sugere que fumar maconha de forma regular na adolescência reduz a capacidade intelectual de forma permanente na fase adulta. Os pesquisadores compararam o quociente intelectual (IQ) de mil neozelandeses aos 13 anos e aos 38, incluindo fumantes regulares de maconha e não usuários. Os resultados foram surpreendentes: registramos uma queda de oito pontos (no QI) entre os que começaram a fumar quando adolescentes... 

Demissão por justa causa por uso de maconha abre debate entre especialistas

Demissão por justa causa por uso de maconha abre debate entre especialistas
Larissa Leite – Correio Braziliense Flagrado por câmeras de segurança fumando maconha nas dependências da empresa no horário de almoço, um trabalhador da E&M Indústria Mecânica, em Betim (MG), foi demitido por justa causa. A dispensa levou o operador de máquina à Justiça, que concedeu ganho de causa ao empregador, em última instância. Segundo a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o trabalhador violou as regras... 

Há uma espinha dorsal do crime em Alagoas. Quem mexe nela? Ninguém!

Uma sociedade atônita, buscando respostas para o que já está respondido, na tentativa de alocar argumentos favoráveis à inércia de uma casta perante as necessidades de mudanças, que nos emparedam entre o caos e a tragédia …eis Alagoas contemporânea!

A sequência do diálogo entre essa sociedade e Sávio Almeida, aqui transcrito como vertente da mesma simbiose, que nos alimenta entre esperanças e vícios; sabedoria e loucura, resultado de tantos medos…

Perante o Estado assassino em facetas teatrais, na personagem bem paga de cada rosto institucional inútil.
A discussão sobre a violência nos faz dançar em conjunto, porém, cada qual com ritmo próprio.

Fala o Doutor Sávio Almeida: “Quantos desviam a discussão da realidade, quando discute a violência! Pois exime o Estado.”

“Criminoso não está na grota, está no Estado!”

“É necessário fazer um revisão do poder local.”

Questões outras, também importantes, como o decantado cordão de valores tradicionais que todos apreciam, para existirem efetivamente em todas as histórias, é imprescindível a garantia dos mesmos acessos.

Construções históricas deficitárias desde seus alicerces, miraculoso seria, se oferecessem estruturas fortes e equilibradas.

O tráfico conhece o chão onde se firma e afirma sua proposta de socialização fugaz e impiedosa.

“O crack trouxe um novo tipo de traficância.”

Não bastará discutir sobre os assentos assépticos da classe média, em consonância com a riqueza dos gerentes estatais, que de toda miserabilidade tiram lucro, para entender os processos de atuação e envolvimento juvenil com a drogadição.

A raíz está fora do processo em si.

Almeida nos alerta: “Em Alagoas há uma coluna vertebral do crime. Quem mexe nela? Ninguém!”

“Quanto mais estreitamos a cadeia do crime, menos nítida ela vai ficando.”

“O ilegal, em Alagoas, é mais poderoso do que o legal!”

“A droga é apenas mais um elemento do conjunto da ilegalidade, e a seu lado concorrem todos os vícios.”
“Deixa todo mundo roubar, que eu vou atrás do crack!”

“A droga para ser destruída requer um projeto de comunidade.”

Hoje temos um alardeado projeto de gabinete, com recheio policialesco de pouco alcance na vertente do crime, pois que atua na periferia.

Uma sociedade boquiaberta diante da cascata perene de sangue. Mas as fanfarras governamentais não podem silenciar.

A folia sobre a dor é uma estratégia espúria de sobrevivência das mentalidades retrógradas advindas das herenças verde-escravidão dos canaviais alagoanos.

Pesquisa da Ufal aponta causa dos acidentes em Maceió

Ascom/Ufal Em maio deste ano, o periódico “International Journal of Collaborative Research on Internal Medicine & Public Health” teve entre seus artigos publicados o resultado de uma pesquisa realizada por alunos da Faculdade de Medicina (Famed). Pertencentes ao grupo de pesquisa “Atenção à Saúde e Desenvolvimento Humano”, eles apontaram o estudo das causas de acidentes no trânsito de Maceió. A partir da coleta... 

Nove são presos em São José da Laje, com armas e drogas

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) prendeu nove pessoas – cinco homens e duas mulheres- em São José da Laje. Com eles, havia armas, drogas e munições. As armas: duas espingardas calibre 12, uma espingarda calibre 28, um revólver calibre 38 e uma pistola 765. As 70 munições: calibres 38, 12, 32 e 28. As drogas: 200 pedras de crack, cerca de 1 kg de maconha e frascos de substância que fabrica o loló.    Leia mais →

Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo e deficit de 200 mil vagas

Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo e deficit de 200 mil vagas
Luis Kawaguti – BBC Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O deficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país. Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal – instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu... 
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