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Solidária à família de Eric Ferraz, mais uma vez

Expresso solidariedade à família de Eric Ferraz, duramente atingida pela concessão de alvará de soltura ao acusado do crime de seu jovem membro, pelo desembargador Orlando Manso.

Após tantas lutas por uma justiça que apenas acalma a ânsia causada pela perda brutal e desnecessária, não é fácil conviver com tal desfecho.

Conhecendo na pele as feridas abertas pela violência e impunidade em Alagoas, posso falar sem sombra de dúvidas, que um acontecimento como esse gera uma segunda sensação de morte.

Como cidadãos honestos, isentos de acusações de lesões sociais, o sentimento de engodo e nojo com relação aos sistemas organizados ganha proporções homéricas. Como se não valesse a pena representar esse segmento.

A sociedade mal percebe que há um alvará de concessão ao crime em nossa sociedade.

Jovens lindos, amados e promissores, como meu filho Alexystaine Laurindo, Eric Ferraz, Giovanna Tenório, Guilherme Cabral, Thiago Tierras e outros tantos, são mortos friamente por indivíduos que sabem que acabarão sendo beneficiados pelas estripulias da lei.

Nós, familiares, jamais seremos os mesmos após a ocorrência truculenta que nos é imposta pelo criminoso.

A força de soerguimento moral pede respostas da justiça. No entanto, nossas famílias recebem as lamentáveis ocorrências que cada caso registra.

Não podemos mais acreditar que não falando de violência amamos Alagoas!

Para amar temos que falar. Expressar nossa indignação e capacidade de partilha da dor, pois sei o que está sentindo a mãe do jovem Eric nesse momento, sem precisar sequer estar perto dela. Basta agir como mãe do Alexystaine para partilhar sua dor.

Registro minha indignação e estendo essa bandeira solidária aos familiares de Eric Ferraz e outros tantos jovens arrancados à força de seus lares pela sociedade violenta que a impunidade acalenta, sob os vistos dos poderes.

Giovanna, Roberta e Bárbara: vítimas do nosso machismo?

Não posso minizar a sensação ruim provocada quando li uma matéria em um jornal local, exibindo três jovens alagoanas e as dores de suas famílias, sob a égide do moralismo autojustificador, impeditivo de análises sérias, capazes de mobilizar nossa sociedade contra a violência interiorizada que reproduzimos.

Sendo cristã, envio antes um pensamento de fé e carinho à memória de Giovanna Tenório, vítima da violência machista que alimenta nosso imaginário, repleto de versões perversas acerca do direito de viver ou morrer.

E contradigo: Giovanna não morreu por ter envolvimento com um homem casado, em verdade, foi mais uma vítima da mentalidade brutal de quem pode pagar pelo crime de mando em nosso estado. Ter dinheiro para pagar ou induzir um assassinato em Alagoas é a mola mestra de inúmeros homicídios.Daí por diante, vira cultura. Vem a razão, a justificativa.

Lidar com a contrariedade, não é uma característica nossa. Resolver os problemas destruindo o corpo alheio, tem sido uma prática predatória disseminada pelos coronéis de ontem e de hoje.

A questão emblemática envolvendo Roberta, a jovem grávida de Penedo, desaparecida há cinco meses, sai mal arrumada aos olhos de qualquer leigo. A emoção de seus familiares, retrata a família alagoana diante da truculência ramificada nos micropoderes, embasando as relações entre compadres: nicho de todas as omissões, corporativismo e negligência. A família alagoana pode espelhar-se na de Roberta: ferida, largada, sem justiça!

O caso da Bárbara Regina, jovem de hábitos urbanos, também desaparecida e circundada de possibilidades de envolvimento com homens, volta a reforçar os paradigmas machistas, com os quais não rompemos, nem mesmo em benefício da vida.

Não é a vida da vítima que pede exposição pública, é a crueza dos algozes, que carece de melhores análises.

É a inoperância da polícia e da justiça, que precisam estar na berlinda!

Somos nós, homens e mulheres de Alagoas, quem precisamos rever nossos valores, atitudes e posturas diante do avanço indiscriminado da violência contra mulheres em nosso estado.

Em solidariedade às famílias, reafirmamos o apoio incondicional às suas lutas.

Livres para morrer?

Neste Dia da Independência, refletimos na incompletude do termo, do sentido, da configuração, dessa proposta que antes de tudo, é política! Que sendo política, define vivências. Nossas histórias reais desenrolam o novelo do amor e da dor, nesse contexto onde o poder não reparte direitos, a opressão enfileira os condenados e a injustiça tem legitimado as exclusões: Brasil, Nordeste, Alagoas, Maceió…e as violências de cada dia!

A Câmara de Vereadores de Maceió, na caminhada rente à mortandade juvenil em nosso Estado, nos tem proporcionado espaços de análises e debates sobre a temática da violência.

O sociólogo Julio Jacobo, em sua participação na evolução desse projeto, nos trouxe, em acordo com o mapa da violência divulgado, informações e recortes que comprovam a exclusão e sua força de manutenção do nosso país no atraso societário, que nos afasta da real independência.

“A zona da mata nordestina, um polo de coronéis, aparece entre as zonas de letalidade nacional.”coronéis,

“No número de homicídios em Alagoas, para cada branco que morre, morrem 20 negros.”

“Morte de branco é notícia, morte de negro não é notícia.”

Essas frases configuram o nosso “apartheid” ?

Por que conservamos polos de letalidade? Não deveríamos ser regidos pela mesma Carta Magna ? A Justiça não deveria atuar imparcialmente? Não temos um arsenal imenso de Leis em defesa dos direitos humanos?

Negros são mortos aos montes, semanalmente. Perderam o direito a ter nome quando se tornam cadáveres. São designados na imprensa policialesca com “meliante”, “marginal”, “usuário”, “traficante” e similares. Nem a condição da espécie prevalece ante o preconceito mortal.

Onde está a nossa independência, quando somos pobres e miseráveis em um país que destribui sua riqueza entre castas fechadas e adota a corrupção como mola mestra de sua política nacional ?

Na alternativa da segurança privada, segundo Jacobo, “quem pode pagar é o branco de classe média para cima, e quem não pode pagar é o negro de classe média para baixo.”

“A taxa de mortalidade branca em Alagoas é a penúltima do Brasil. Seria um país de 1º mundo.”

O propalado discurso da drogadição não se confirma nas estatísticas do país, relativamente ao uso de drogas. Quando tivemos 50.000 homicídios ao ano e menos de 2% da população usuária.

Confirmada a intencionalidade perversa do discurso para legitimar o morticínio.

Para Julio Jacobo, essa construção no imaginário da sociedade é ” uma fantasia útil, que sustenta uma mitologia autojustificadora.”

Nosso Estado, através da mentalidade policialesca e discursos governamentais, continua reforçando essa falácia.

Jacobo encerrou sua fala questionando: “Quanto ainda temos que pagar para entrar na fase da civilização?”

“Nas sociedades européias, asiáticas em geral, a taxa de suicídios é maior que a de homicídios. Nossa taxa de suicídios é menos que 5%. Homicídio não é fatalidade.”

Assim, neste Dia da Independência, ressaltamos com essa leitura social dos homicídios que nos aterram a cada dia na indignação e na dor, que a dependência política, social, cultural e econômica da classe pobre brasileira, nordestina, alagoana e maceioense é a responsável direta pelas mortes que nos desonram diante do mundo.

 

Crise, violência, servilismo e a fantasia coletiva alagoana

Lucrar com as crises que provoca, é da essência dos sistemas opressores. A classe dominante brasileira, aprendeu esta lição desde os tempos da colonização violenta que marca nossa história.

Os colonizadores das mentalidades, na contemporaneidade, também sabem aproveitar as crises para fortalecer interesses próprios e de suas castas.

Alagoas, que até hoje tem caminhado rente ao atraso, seja em economia, educação, cultura, cidadania e mentalidades, conserva o arcaísmo descarado como método de fantasia coletiva, sem resolver problemas pontuais; gerando outros, enquanto torna seus ricos ainda mais ricos.

A saga de fortalecimento dos tucanos alagoanos, adota esse método.

Fere a coletividade em seus interesses e necessidades essenciais, como a baixa empregabilidade, parca mobilidade social, e os índices despencados que representam ausência de soluções societárias, quase absolutas.

No entanto, o governo continua ganhando com isso. Ressalte-se, é o único que consegue ganhar com a miséria social que nos subjuga.

Enquanto a violência que ultrapassa o simbólico se materializa em nossos corpos, matando-nos, o governo brinca de casinha, implantando soluções midiáticas, nas quais insiste em nos convencer de que a realidade não existe, e apenas aquilo que ele próprio aponta é substancial.

Surdo aos apelos da sociedade, divulga dados que não se confirmam no cotidiano das gentes, em nossas vidas postas na mesma berlinda mortal.
Desacostumado a trabalhar com o povo, investe forte na representação das cúpulas, transformando lutas políticas em benefício da vida, em joguetes programados nas cadeiras de veludo do seu gabinete.

A definição do tabuleiro político local é aterradora! A morte ganha sempre, enquanto a vida, transformada em mero objeto de barganha, assume cada vez menos utilidade, pois a massa desqualificada que proliferamos, assume por si, a capacidade de reproduzir braços, se não para o trabalho, seguramente, para o voto!

O caos estebelecido clama por mobilidade. Destemor. Assunção das responsabilidades políticas de cada setor, segmento, representação.
Todo marasmo se transforma em conivência com o desmonte da sociedade democrática e de direitos sobre a qual discursamos, quando convém.

Se não formos nós, alagoanos, a salvar nossa pele coletivamente, continuaremos servindo de mote para os ricos lucrarem com a crise que nos abate, literalmente falando.

Brasília estará a serviço do poder instituído, e não será tábua de salvação para nossa juventude e infância. Essa causa é nossa. A ancestralidade nos deixou exemplos de luta e resistência, para que chegássemos até aqui com a capacidade de pensar novas formas de políticas, contudo, se a nossa opção for partilhar migalhas de direitos, em diálogos servis com os poderes, continuaremos no ponto em que estamos, com sérias tendências a piorar um pouco mais, a cada pleito eleitoral.

Nova droga para o câncer de próstata traz resultados promissores

Zero Hora Estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine revela resultados promissores de uma nova droga para o tratamento de câncer de próstata, denominada de Enzalutamida. O estudo conhecido como Affirm Trial incluiu 1.199 homens com câncer de próstata metastático que não responderam ao tratamento tradicional, conhecido como “castração”, que significa a diminuição nos níveis de hormônio masculino... 

O sem-direitos de Alagoas: vida, enfermidade e morte

A abundância de temas polêmicos sobre os quais escrever, hoje em Alagoas, é um desafio para a hora da escolha.

Chegamos ao ponto de não poder mais classificar tema societário algum como prioritário, pois em estado de calamidade a prioridade define todas as situações. Assim nos encontramos.

Contudo, é sobre saúde que vamos investir, abordando sociologicamente a trilha desenhada para a classe social “pobre” percorrer.

A despossessão dos acessos capazes de dignificar a vida, desde o repouso, lazer, tipo de alimento e cuidados com a saúde, gera grandes margens de vulnerabilidade social, psicológica e física na população.

Na economia do tempo, o desgaste vem de muitas formas, mas para a nossa pobreza entranhada na engrenagem do sistema iníquo que governa este Estado, vida e morte são definidas em vias abertas que podem levar ao destroço do corpo no meio das ruas, a violência sangrenta que conhecemos bem; e garantindo a lotação dos hospitais, na tentativa de remendar algumas vidas, enquanto inúmeras outras serão largadas ao definhar, com ou sem paliativos.

Quase uma fatalidade. Não fosse programado para assim suceder.

Alagoas desperdiça minuto a minuto todo conhecimento herdado, aprimorado e reelaborado, na perspectiva de melhorias sociais e humanas.

A condenação do povo à miséria crescente não indigna nossos cidadãos, tão indiferentes quanto tiranos, esborrando preconceito em seus conceitos sobre os vencidos. Mesmo quando estão inclusos nesta categoria.

A brutalidade da exclusão afeta a vida com tal truculência, que nos ambientes hospitalares, ambulatoriais, a solidariedade é artigo de luxo frente ao sofrimento esparramado, quase sem alívio.

Em um desses lugares percebi que meus diplomas não valiam nada, mas um sorriso fraternal era recurso importante. A dor busca apenas algum conforto. Direitos é termo em desuso, dá trabalho cobrar porque aborrece quem está do outro lado; aquele que deveria prestar serviços mas distribui favores.

Multidão não tem rosto.

Gente doente só quer um médico. Médicos para o povo existem poucos nestas bandas. Aglomeram-se assim os esfarrapados da estima, de frágil identidade, na busca pelo que lhes for oferecido.

Quadro inimaginável para quem está acostumado a marcar consultas por telefone ou ser atendido a domicílio.

Doentes em quadro exposto de humilhação é cena cotidiana, mas, desde que não sejam nossos familiares. Nos acostumamos com a desdita alheia a tal ponto, que isso já nem é notícia. Servem para serem citados em orações públicas nos templos que frequentamos, mas não cogitamos a mistura.

Nascer na miséria, crescer sem moradia, alimento suficiente e educação precária, para em pouco tempo ser morto pela tragédia social ou adoecer e engrossar estatísticas nos gráficos do SUS feitos pelas instituições indicadas para esse fim, até o desencarne. Eis o mapa da fatal pobreza alagoana.

Será mesmo de contentar alguém, tão lamentável desfecho para tantas vidas?

Respostas podem variar entre o silêncio, a conivência e a luta, reação.

 

 

O campo político determina tudo, inclusive a violência, diz Edson Bezerra

O antropólogo Edson Bezerra, palestrando em uma audiência pública que enfocava a violência urbana em Maceió,

Bezerra: "Estamos a falar da morte numa das regiões geográficas mais belas do Brasil!"

lamenta:

“Estamos a falar da morte numa das regiões geográficas mais belas do Brasil!”

Podemos redarguir dizendo que há morte em todos os lugares. Contudo, haveremos de admitir, que as proporções as quais chegamos caracterizam uma guerra civil. Poderíamos ter sobressaído em aspectos menos mórbidos nos relatórios nacionais e internacionais, caso existisse prioridade de investimento na qualidade social de vida do maceioense.

“Qualquer evento nesta cidade está comprometido, pela falta de mobilidade urbana.”

O antropólogo ressalta esse problema que se apresenta insolúvel, confinando o maceioense em áreas restritas à proximidade do lar. A má qualidade do transporte público é tema batido, e esquecido pela administração da cidade.

O que isso tem a ver com violência?

Denota a má qualidade de vida social, que por sua vez, interliga-se a outros aspectos da mesma situação de abandono alimentada pela ausência de políticas públicas eficazes para melhorar as perspectivas para o presente e o futuro.

“A degradação das praças” de Maceió caracteriza fortemente o descaso com a população e seus interesses, seus direitos. Tudo agravado pelo “analfabetismo cultural das elites”, que só enxergam benefícios individuais a partir da máquina pública, relegando os benefícios coletivos ao “por fazer”.

Para Edson Bezerra “sociólogos e antropólogos estão invisíveis”.

Fenômeno compreensível em um contexto no qual os políticos bastam-se com seus cabos eleitorais e apadrinhados. Estes resolveriam tudo, pois ocupam muitos cargos, no entanto, não conseguimos ainda ter competência por indicação.Eis o quadro social resultante dessa prática!

O resumo de tantas desordens e descasos, é uma cidade que caminha a esmo. Estonteada na condução histórica da opressão que faz Alagoas um estado de calamidade pública.

Bezerra avança resumindo o “status da elite alagoana, em: 1º – Posse da terra (latifúndio, usina…) 2º – Exibição de bens suntuários (luxo, posses…) 3º – A posse do poder político.”

Ou seja, nesse universo não tem espaço para termos como “coletividade”, “cidadania”, “democracia” e significados correlatos.

Ortodoxa e fechada sobre os próprios valores e interesses imediatos, essa elite domina a política local com agressividade ferrenha. Discordar de seus atos é sempre um “pecado” digno de punição até os longevos da posteridade.

Bezerra analisa: “O campo político determina tudo, até a visão da mídia.”

“A baixa estima do alagoano vem desse campo de memória ligado à violência!”

Esse entrelaçar de fenômenos sociais e psicossociais de relevância, conjugados na atualidade do tráfico e da miséria, fizeram de Maceió um expoente do crime.

Crimes anunciados! Previstos!

Os culpados estão na representação dos empossados nos gabinetes até a figura espúria de quem aperta o gatilho, enfia a faca ou atira a pedra.

Nada é insolúvel em sociedade.

Para mim Alagoas é uma interjeição, disse Sávio Almeida

Em Audiência Pública, a Câmara de Vereadores de Maceió abriu um leque de reflexões e debate, sobre a prática de extermínio juvenil, na cidade que outrora sorria, e hoje chora, as mazelas trazidas pela violência.

Violência, que é consequência.

Para Sávio Almeida, “se nós temos essa pecha de ser os mais violentos, precisamos saber onde o crime está.”

A pergunta feita pela Comissão Especial de Inquérito estava posta: Por que os jovens morrem em Maceió?

Almeida diz: “Não é possível dá uma resposta à pergunta formulada. mas o importante é que a pergunta existe.”

Demais, falar sobre violência não é tão objetivo quanto as propagandas do governo de Alagoas nos faz pensar. Pois que não se alcança tudo no entendimento policialesco. Embora a polícia figure como elemento importante na repressão e combate à criminalidade.

Porém, Almeida nos diz que “os dados parecem demonstrar que existem duas polícias em Alagoas; uma em Maceió e outra no interior do estado. As duas parecem não conversar muito.”

Quantos jovens têm sido vítimas da ação policial armada? Ninguém consegue precisar. Além das inúmeras justificativas para a ação policial acontecer banhada em sangue, a própria sociedade, equivocada em seu clamor, compreende a mortandade de jovens como uma “assepsia social”.

Sávio Almeida reitera: “Juventude precisa de formação, renda, saúde, condições mínimas para existir.”

Eu mesma afirmo que nossos jovens nascem e morrem sem essas condições, haja vista, os índícadores sociais vigentes em Alagoas. Ou seja, já aportam nesta terra herdeiros da condenação, originária da classe social dos pais.

“O Estado abastardou a sociedade civil”, em concordância com Almeida, acrescento que a versão neoliberal a conspurca! A visibilidade da sociedade civil está cada vez mais embaçada, longínqua, saudosista!

Sua crítica se faz cômica: “Para mim Alagoas é uma interjeição: oxe! Um lugar onde toda mentira tem a possibilidade de ser verdade! As pessoas deixaram de pensar para acreditar em truques”.

“É uma coisa esdrúxula o que foi feito com o estado de Alagoas!”

“O povo comete crime, mas nós damos as armas”!

A vala social incontrolável que nos separa, gera os efeitos dissonantes com os quais somos obrigados a conviver. A riqueza do corrupto impressiona o eleitor, sua vítima. A força de morte do agressor, o faz herói, revestido em largo manto de impunidade. Nunca mata, paga para outros matarem.

Atravessa a política partidária e seus manuseadores. Decidindo vida e morte, pobreza e riqueza…

Completa Sávio Almeida: ” Luxúria e miséria; do luxo para a luxúria”!

Todos os solucionadores de violência que importamos vão falir em seu propósito. Pois se exterminarem 500 jovens em delinquência ou não, 5000 novos bebês miseráveis estarão em rota de substituição, em curto espaço de tempo.

A luta por uma sociedade de paz deve focar Políticas de Paz: satisfazendo as necessidades reais dos indivíduos, naquilo que se compreende como condições dignas de sobrevivência.

Exibir fuzis e negar educação, jamais fará de Alagoas um estado pacífico, e os jovens de Maceió continuarão no abatedouro social, tudo mais será marola, diante da onda de injustiça que nos assola.

Gravidez é maior causa de morte entre adolescentes no mundo, diz ONG

BBC Uma organização de defesa dos direitos da infância afirmou nesta quarta-feira que a gravidez é a principal causa de morte entre adolescentes em todo o mundo. A Save the Children, com sede na Grã-Bretanha, diz que pode parecer paradoxal que o processo de nascimento acabe se tornando a principal causa de morte de adolescentes no mundo. Gestações e partos causam anualmente o falecimento ou sérias lesões em um milhão de adolescentes, a maior... 

Preso mais um acusado de assaltar bancos em Alagoas

Preso mais um acusado de assaltar bancos em Alagoas
A Polícia Civil de Alagoas prendeu, nesta terça-feira, Adão Roberto Reis Silva- acusado de envolvimento em assaltos a agências bancárias no Estado. Ele também é investigado por sequestros de gerentes de bancos, que tiveram explosivos amarrados ao corpo. Adão Roberto foi localizado e preso em Arapiraca. Ele é apontado por participação no assalto a agência do Banco do Brasil de Lagoa da Canoa, em 2011. O acusado foi encaminhado a sede da... 
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