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A violência mantém o poder

 

A estrutura material e simbólica da violência estabelecida em nossa terra, tem arranjos de alicerce, como se no princípio, já fosse sabido o que se faria aqui, para manter o poder nas mesmas mãos.

Um mau exemplo que se misturou aos dias, parecendo fazer parte no nascer e dormir do sol. Ser violento é estrutural, cultural, caricatural…faz imenso mal! Contudo, nós, permitimos.

Não é sem razão que o poder sempre repete as mesmas justificativas, o faz porque nós as acatamos. Podemos dizer que nos falta tempo para ouvir as vítimas e seus dolorosos ais, até que sejamos vítimas também e por hábito, defendemos o nosso interesse e acusamos as outras vítimas.

Poderia e deve ser diferente. Não nos comovêssemos em excesso por uns e reagíssemos tão friamente por outros. Derramamos lágrimas pelos muito chorados e ressecamos o sentimento de coletividade, que poderia nos irmanar em defesa da vida de todos.

É bem verdade que a estrutura montada é firme e sagaz, contudo, quando o alvo agrega interesse de muitos, se apresentam diversas maneiras de lutar para alcançar.

Contudo, nossos ideais são fracamente erguidos sob a égide do interesse mesquinho de engrossar as fileiras marginais pelas cercanias do poder, buscando algum lugar ao sol. A vida, que seria o bem maior, despenca na nossa falta de ética, de humanidade, de esperanças coletivas.

Ao futuro, mais conhecimento e autonomia, em nome da utopia de tempos de paz, quando o poder não precisar da violência para se manter.

Confirmação da força: 08 anos de Maria da Penha

Algumas mulheres não conhecem os meandros da Lei Maria da Penha, mas sabem que ela existe, e isso já tem muita representação em seus cotidianos.

Em 07 de agosto de 2006, vinha à tona no cenário brasileiro, um marco na defesa das mulheres. Hoje com 08 anos, a Lei Maria da Penha consegue conter ímpetos violentos e serve de estímulo à denúncia de violência de gênero.

Com todo histórico negativo, onde Lei e População ainda fazem paralelo em nosso país, sem dúvida a Maria da Penha fez imensa diferença. No entanto, as necessidades de aprimoramento surgirão, e a sociedade continuará avançando ou não em suas conquistas, a depender da própria mobilidade e disposição de usufruto daquilo que já lhe é direito.

Caso delicado é aquele que envolve afetividade entre uma mulher e um machista violento, quando este costuma ser intolerante a qualquer tipo de contrariedade, causando danos físicos e psicológicos à companheira. Contudo, a Lei influencia pouco a pouco esta vítima, por saber que pode acionar recursos legais em defesa própria. A subjetividade oprimida pode ser trabalhada em novas perspectivas em benefício da mulher.

Por esta e outras, parabéns a Lei Maria da Penha!

Políticas de Estado para familiares de vítimas

Em alguns momentos foi necessário segurar a respiração, para garantir a vida!

Parece paradoxal, mas assim é que as coisas acontecem em nossa província das Alagoas, um imenso paradoxo pintado com o verniz da normalidade induzida.

Contudo, sempre é preciso respirar.

Renovar o ar, as crenças, as ideias e a mentalidade. Embora o risco de pensar seja deveras mortal.

Volto a ser a mãe jamais enquadrada no esquema, a mulher de percepção simples, a cidadã que atua a partir do chão que lhe segura os pés, a acadêmica que preza por continuar humana.

Sei de quais fontes o apoio não virá, assim como conheço aquelas cristalinas nas quais ainda é possível abrandar a sede…a sede por justiça que me consome e impulsiona.

Calar diante das construções sinistras que investem nas afirmativas da morte, é de algum modo, pactuar com a dor que dilacera almas e enverga corpos.

O lugar do assassinado foi construído socialmente. É socialmente que ele pode ser desconstruído. Nada sobra à vítima e aos seus familiares, senão o pesar e a enfermidade. Até quando?

Quem pensa no pais sem filhos e nos filhos sem pais?

Algum clamor da sociedade civil endossa o grito por justiça, nesta terra servil?

Uma fileira de adaptados comunga as verdades do sistema. Outros tantos morrem aleatoriamente, afirmando o crime de ter nascido para contrariar.

Justiça ainda é incompatível com nosso nível de evolução social e política?

Precisamos de vida justa, sem desistir da luta nem permitir que o bem vire utopia.

O império do descrédito gera muita renda, aos astutos dos poderes.

Sociedade que insiste em ser cidadã gera créditos de desenvolvimento e permite a concretude dos direitos das pessoas, em patamar legítimo.

Sair da posição de vítima não me tira a capacidade de considerar que as vítimas e seus familiares precisam ter discursos voltados às suas causas, pois as perdas decorrentes da violência constituem novas formas de violência que afetam os indivíduos até o fim da vida…muitas abreviadas pelo sofrimento.

Portanto, vítimas de violência e seus familiares são causas sociais que merecem debate e políticas de Estado.

Comparado ao Distrito Federal, Alagoas teve o dobro de assassinatos

Comparado ao Distrito Federal, Alagoas teve o dobro de assassinatos
No mês de janeiro, Alagoas registrou 6,7 assassinatos por dia. Ao todo foram 21o assassinatos, quatorze a mais que janeiro do ano passado, segundo levantamento da Gazeta de Alagoas. Veja aqui A média é histórica- e Alagoas está sob o comando do Brasil Mais Seguro, o programa federal de redução da violência. Comparado ao Distrito Federal- com três milhões de habitantes- a marca representa o dobro: 73 mortes violentas em janeiro (68 homicídios... 

Hoje o sofrimento e o silêncio

Enquanto não chega o dia em que o alvorecer será alvo, verdejante ou colorido de amores, sem as manchas vermelhas do sangue espalhadas no chão dessa terra, continuamos a luta pela percepção do valor da vida!

Alagoas que mais uma vez iniciou uma semana vermelha de violências e acidentes de trânsito.

Terra-mãe dos sofrimentos de quem fica, a despedir-se antes do tempo previsto, dos que nos são levados pela maldade, imprudência, irresponsabilidade e descaso de muitos!

Terra que não é mais do que um clamor por solidariedade, a receber os raios causticantes desse sol, silencioso e motivador, tingindo nossas peles na cor da resistência.

Alagoas que lamenta.

Morte de mulher, de menino, de homem, de velho, de menina…

Dia de introspecção. Para os que crêem, chance de orações. Aos rebelados, convite ao olhar vagaroso sobre os campos pedindo trabalho, as sementes mortas apontando a falta de cultivo…

A todos e todas, a cada um de nós, hoje é um dia de visitar nossos próprios corações, buscando encontrar novas lições…
Ao nosso lado, a dor.

Tantos corações em oferenda no altar do sofrimento.

Que Deus olhe carinhosamente para Alagoas hoje e console tantos amores em despedaçar de sentimentos…

Argentina, Venezuela e Equador: entre os mais hostis ao jornalismo (SIP)

AFP Argentina, Venezuela e Equador são alguns dos países das Américas mais hostis ao jornalismo, constantemente minado por “manobras” judiciais, ameaças e violência, aponta um relatório preliminar da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgado neste domingo. “São tempos perigosos para os jornalistas”, afirmou o presidente da SIP, Milton Coleman, do jornal americano “The Washington Post”, ao abrir... 

Dos esquadrões ao PCC, 52 anos de violência mataram 130 mil pessoas

Bruno Paes Manso – Estadão “Para cada policial morto, dez bandidos vão morrer”, bradou em novembro de 1968 o investigador Astorige Correia, o Correinha, na frente de jornalistas durante o enterro de Davi Parré, investigador morto por um traficante da zona norte de São Paulo conhecido como Saponga. O juramento antecipava a série de assassinatos praticada por policiais civis do famigerado esquadrão da morte liderado pelo delegado Sérgio... 

Jovem grávida de cinco meses é assassinada na frente da filha de um ano em Jaboatão

Diário de Pernambuco Uma jovem grávida de cinco meses foi assassinada com dois tiros na cabeça nesta segunda-feira (08), na Vila da Moenda, em Jaboatão dos Guararapes, na frente de sua filha de apenas um ano e meio. Eduarda Priscila Gomes da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta pelo tio. Ao chegar na casa, ele encontrou a criança ensaguentada ao lado do corpo da mãe. “Foi terrível”, disse o homem que preferiu não se identificar. O... 

Comando da Liga Árabe defende criminalização da blasfêmia como forma de conter violência

Agência Brasil O secretário-geral da Liga Árabe (que reúne 23 nações), Nabil Elaraby, defendeu ontem (26) a criminalização da blasfêmia. Ele discursou durante sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A defesa ocorre no momento em que há uma onda de ataques às representações norte-americanas em vários países em reação a um filme anti-Islã. Segundo Elaraby, os insultos à religião muçulmana constituem... 

AM: mulher abre barriga de grávida com lâmina para roubar bebê

Terra A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta terça-feira uma mulher acusada de ter aberto a barriga de uma grávida para tentar roubar o bebê em Manaus. O crime cometido pela empregada doméstica Dayana Pires dos Santos, 21 anos, causou espanto até entre os policiais que trabalharam no caso. Ela teria dominado Odete Pego Barreto, 22 anos, atingindo-a com uma tábua de cortar carne. Depois abriu a barriga de Odete, grávida de nove meses, usando... 
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