14 de fevereiro de 2017 • 12:29 am

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TC inventa que alagoano terá de pagar por farra pública

A presidente do Tribunal de Contas, Rosa Albuquerque, quer arranjar no bolso do alagoano mais pobre o dinheiro para pagar os gastos do TC. Reclama nos jornais da penúria e prepara o discurso para agrupar os petitórios ao Governo. O tribunal é uma corte que abriga sobrenomes de servidores que não gostam de trabalhar, famosos […]

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Rosa Albuquerque em foto rara: sem echarpe; desafio de convencer alagoano a pagar pelo TC

A presidente do Tribunal de Contas, Rosa Albuquerque, quer arranjar no bolso do alagoano mais pobre o dinheiro para pagar os gastos do TC.

Reclama nos jornais da penúria e prepara o discurso para agrupar os petitórios ao Governo.

O tribunal é uma corte que abriga sobrenomes de servidores que não gostam de trabalhar, famosos e poderosos em Alagoas, com histórico conhecido e sem compromisso social.

Certa vez, perguntei a um dos presidentes do TC- hoje aposentado- porque ele não demitia funcionários que se recusavam a trabalhar todos os dias.

Resposta: “Teríamos um grave problema social com o desemprego. Deixe do jeito que está”.

Assim é o Tribunal de Contas revelado nas investigações da Polícia Federal, na Operação Rodoleiro.

E assim é a mesma corte que ainda abriga réus na Rodoleiro e também na Operação Gabiru, aquela da merenda escolar. Ganha um ministério quem adivinhar o quê aconteceu com os acusados.

O TC paga auxílio moradia a 16 pessoas: R$ 4.337. Mais R$ 2.499,72 de auxílio saúde a 19 pessoas.

Nenhum deles é atendido pelo Ipaseal Saúde- o plano que deveria atender ao servidor público, que não funciona mas desconta, todos os meses, o valor no contra-cheque do funcionalismo para cobrir o buraco formado por alguns sobrenomes, hoje debaixo do guarda-chuva do TC.

Policiais militares quer servem cafezinho, além de abrir e fechar portas para os conselheiros com histórico em crimes ou com parentes criminosos recebem gratificação de R$ 1.312,09 a R$ 4.527,87.

São estes que garantem a decência no trato com a coisa pública em Alagoas em prefeituras, câmaras de vereadores e Assembleia Legislativa- onde um Código Penal é pouco para tanto.

O discurso e a prática estão traçados: o tribunal precisa de dinheiro.

E vai buscar onde sabe que será atendido.

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